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quarta-feira, 24 de abril de 2013

EUTANÁSIA: SUICÍDIO OU ALÍVIO?




A eutanásia é um assunto bastante polêmico em que uns defendem a sua aprovação e outros são radicalmente contra, entendendo que apenas Deus pode tirar a vida. Tudo o que for aqui apresentado será discutido sob um olhar leigo, porém reflexivo.
O que é de fato a EUTANÁSIA? Quando um paciente está em estado terminal, em que não haja possibilidade de cura e que esteja sofrendo com as dores, então com o consentimento do doente ou da sua família um médico apressa a morte na tentativa de evitar seu sofrimento.
A eutanásia é um assunto muito discutido tanto na questão da bioética quanto na do biodireito.  Por se tratar de um conteúdo polêmico, muitos preferem não opinar e outros exageram no ponto de vista, pensando a coisa a partir de si mesmo, sem levar em conta a parte mais interessada nisso: o paciente. Muita gente capacitada ou não dá sua opinião a respeito, mas talvez a opinião que deveria ser levada em conta não seja ouvida: a opinião do paciente. ele, somente ele, sabe a dor que sente. Por vezes egoistamente queremos manter alguém em sofrimento, simplesmente para evitar o nosso sofrimento.
Não sei, mas talvez o paciente saiba mais do que aqueles que estão ao seu redor.  Será que vale a pena, egoistamente, manter vivo quem está pedindo para partir, quem não suporta mais a dor do fim? Talvez aí gere uma polêmica sobre o milagre da reabilitação, fé que habita mais os familiares ou a religião do que o próprio indivíduo sofredor em sua maioria. Será que se Deus fosse causar um milagre já não teria feito? Apenas acrescento que é fácil defender uma ideia quando não está passando por um processo dolorido de morte.
Talvez alguns aleguem que, do ponto de vista religioso está errado, pois seria suicídio. Não seria esse o caso de Sansão? Sendo ou não, é importante lembrar que na religião fala-se bastante em democracia e livre arbítrio, então seria sensato pensar que a decisão cabe, no âmbito religioso, unicamente ao sofredor, jamais a terceiros.
No Brasil, a eutanásia é considerada homicídio, já em outros países, como na na Holanda, é permitida por lei. O grupo antidemocrático brasileiro não pode nem ouvir essa proposta, pois está mais preocupado com suas tradições do que com a pessoa humana, com o amor ao próximo. 
Um exemplo é o caso recente de eutanásia da americana Terri Schiavo: seu marido entrou com um pedido na justiça para que os aparelhos que mantinham Terri viva fossem desligados, onde, a justiça e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, decidiram pelo desligamento dos aparelhos que a mantinham viva, mesmo diante da discordância de parte dos familiares, da comunidade religiosa e de parte do mundo. Hipocrisia ou verdade?
Todos os cidadãos de bem querem e são a favor da vida, mas é preciso também aceitar o fim dessa vida terrena e dessa forma corpórea, porque assim é o processo da existência. Nosso corpo não é eterno e, nesse processo, pode ser acometido por diversas enfermidades curáveis e incuráveis. Será que é preferível ver alguém amargando a dor da morte do que admitir que seu fim chegou? Será que Deus não deu sabedoria ao ser humano para aliviar a dor do fim?
Esse tema é muito sugestivo e polêmico. Não fico em cima do muro e sou a favor para casos finais em que a família e/ou o paciente decide assim. É correto permitir que o doente viva num estado estático de dor e sofrimento?
Essa é apenas minha opinião e não a coloco como verdade absoluta, por isso, gostaria que os amigos comentassem, demonstrando o que pensam a respeito, democraticamente. Abraço