Páginas

sábado, 16 de janeiro de 2016

O VAZIO ENTRE DUAS PESSOAS






O ser humano busca muitas coisas na vida, sobretudo aquilo que satisfaça seu ego e que faça os olhos de seus seguidores saltarem de admiração. Queremos os aplausos o tempo todo. Queremos ser bem-sucedidos, o emprego dos sonhos, carros, muito dinheiro, prazeres, entre outras coisas, não é mesmo? Mas, certamente, o que mais ansiamos é o amor de um relacionamento bem sucedido. É ou não é? Temos aprendido historicamente que a felicidade está em encontrar uma pessoa que nos complete. Algum leitor já deve ter ouvido falar nisso. Conheço uma amiga que tentou se matar diversas vezes, porque seu namorado na época era tido como o grande amor da vida dela e que, sem ele, ela estaria sem sua outra metade. Isso é sadio, gente? Fala sério! Ele a traía com suas amigas. Depois de longas brigas e, enfim a separação, ela envolveu-se com outra pessoa que a trata de forma muito digna e honesta. Ela nem lembra que o outro existe. Mas ele não era a outra metade, o motivo de viver dela? Ela pensava isso, assim como muitas pessoas pensam e vivem assim, mas ele não era isso. Hoje, ela e Deus constituem sua felicidade. Sempre haverá divergências e vazios entre as duas pessoas, pois somos completos em si mesmos. Precisamos ser felizes em si e não no outro.
O que mais aconselho às pessoas é que jamais procurem outra pessoa para poderem ser felizes. Seja em você mesma! Não existe essa coisa de completar-se no outro. Você já é inteira! Só precisa entender isso. Nenhuma pessoa, por mais perfeita que seja, é capaz de completar o sentido da existência de outra. Elas podem apenas agregar ou não qualidade a nossa vida. Todos, já nascemos completos e sendo partes de um ser maior – Deus.
Mas por que nos sentimos sós e tão carentes? Esse vazio é um problema particular de cada ser humano. Ele só entenderá esse vazio em si quando se autoconhecer. Sim, apenas o autoconhecimento é capaz de esclarecer os vazios de todos nós, assim também aqueles existentes que não nos permitem emendar-se, mas unir-se na intenção e no amor. Jamais em querer que o outro seja tua outra banda. Assim como há coisas que nos separam, vazios, há aquelas que nos unem – o amor. Certo é que o autoconhecimento nos conduzirá a uma consciência universal e cósmica, em que entenderemos que, apesar de nossas individualidades, somos partes constitutivas do Todo maior e, ao mesmo tempo, somos constituídos por seres minúsculos que fazem parte de nosso ser.
Quer ser mais feliz num relacionamento?  Não coloque o outro como complemento de si.  Coloque-se como parte do universo e seja feliz em si mesma. Isso não é egoísmo. A sua felicidade certamente contagiará a relação. Não se complete no outro, mas no Deus interior.
Algumas pessoas vivem a experiência da “solidão acompanhada”. Já ouviu falar nisso? Talvez haja alguém perto de sua casa que é casada, mas que se sente só e triste, mesmo tendo um companheiro há anos. Essa pessoa nunca será feliz, enquanto achar que a felicidade está no parceiro ou em algum lugar fora de si. Nesse tipo de pessoa, o processo de vazio, distância espiritual entre os cônjuges, é muito maior.
Outro caso é daquelas pessoas que se isolam totalmente, de pessoas ou mesmo de relacionamentos. Isso é sadio, meu amigo?  Isso é bom para seu desenvolvimento espiritual e sua auto-realização? Responda, por favor. Pense um pouco comigo, meu amigo. Isolar-se não vai solucionar tal problema. O melhor caminho, como disse, é tornar-se um, assim como Cristo disse: “Eu e o pai somos um”. Isolar-se vai apenas ampliar sua solidão, agora vivida de forma forte e avassaladora, dentro e fora de si. A angústia dessas pessoas é profunda, de sorte que elas desenvolvem até depressões, sensibilidade demasiada ou se tornam duras [insensíveis], por fora. Quando estas pessoas se tornam duras por dentro também, então se tornam zumbis, mortos vivos. Elas não sentem o pulsar da vida. Tornaram-se um com o vazio. Isso normalmente é atitude de pessoas fracas e medrosas, que não se impõem diante dos desafios da vida.
Ainda há casos das pessoas que buscam realizar-se ou encontrar-se nas pessoas que são totalmente diferentes de si. Isso é um perigo! Quanto mais diferente for o outro, maior será o vazio entre ambos, nesses casos apenas um profundo amor para mantê-los unidos. Só o amor é capaz de ligar pessoas tão distantes. Não, meu amigo, faça um favor a si e não caia nessa história de que os opostos se atraem. De fato pode até se atrair, mas, quase sempre, para um relacionamento infeliz, em que um quer ir para a direita e o outro para a esquerda. Tenho um amigo, que era apaixonadíssimo por sua então namorada, mas ambos eram totalmente diferentes. Havia um imenso vazio entre eles, apesar de se amarem. Até hoje, segundo ele, se amam nos olhares, sem se tocarem. Não se querem mais. A bíblia nos pergunta: “andarão dois juntos se não concordarem?”.
Uma das maneiras de evitar o sofrimento proporcionado por este vazio entre as pessoas é dar chance para seu coração amar alguém que seja mais próxima daquilo que você é, evitando, assim, brigas, discordâncias e sofrimentos desnecessários. É triste ver pessoas diferentes tentando transformar à força o outro naquilo que elas são.  Diga, meu amigo, não seria mais fácil e menos angustiante se envolver com alguém igual do que se envolver com alguém diferente e tentar torná-la igual? Veja bem, caro leitor, ainda acrescento aqui que essas pessoas “transformadas” no que o outro quer quase sempre sofrem mudanças externas, apenas para agradar seu parceiro, mas ficando com um vazio, que os distancia, corroendo dentro de si, pois foram de certo modo escravizados. Sim, é assim que essas pessoas se sentem. Elas foram tornadas infelizes no seu relacionamento para fazer o outro feliz. Há uma certa grandeza nisso, mas não é o caminho mais interessante, pois num relacionamento interessa que ambos sejam felizes. Isso sim diminui o espaço existente entre ambos. Qualquer transformação só é bem sucedida quando ocorre na mente, num processo de autoconsciência. Quando não acontece assim, meu amigo, tenha certeza de que a pessoa não consegue permanecer daquela forma por muito tempo e, termina voltando a ser como antes ou talvez bem pior.
Enfim, para terminar esse texto, quero dizer que as pessoas que diminuem essas diferenças são aquelas que são mais próximas do que você é e aquelas que somam qualidade a sua vida. Essa harmonia é tão forte que mal percebemos que são dois corpos que se unem. Quase imperceptível. Mas lembrando que sempre haverá essa divisória, pois relacionamento totalmente perfeito é utópico. A vida é constituída de momentos difíceis e bons, harmônicos e caóticos. Faça que os momentos de harmonia e prazer prevaleçam em seu relacionamento, tomando atitudes inteligentes e fazendo boas escolhas, principalmente, na hora de escolher seu parceiro.

 Abraço do Prof MAGNO HOLANDA


PARTICIPE DE MINHAS REDES SOCIAIS:

         




sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

POR QUE DUVIDAR...?





Vivemos em meio a uma sociedade das razões e das verdades absolutas, em que o bêbado ali da esquina, o padre, o pastor e o cientista pregam que suas verdades são absolutas. Eles pregam uma fé utópica. Em todas as partes você se esbarra com pessoas que brigam e matam, se necessário, por uma pseudoverdade, pois não admitem, em hipótese alguma, que estejam errados. Talvez não estejam mesmo, mas a forma como encaram e transmitem suas verdades é que está errada e nada bacana. Conheci um rapaz, católico de uma cidade aqui perto que era altamente dogmático e, quase, diabólico na exposição e suas convicções. Deu-me nojo. Já o padre Fábio de Melo é um elegantíssimo pensador.
Tenho que duvidar sempre, pois a dúvida é a  continuidade da vida. Essa é minha experiência de vida. Duvidar até de mim mesmo. Não sou de discutir com as pessoas, mas gosto de perguntá-las e também quando as pessoas pensam livremente os meus ditos. Eu penso que quando já tenho todas as respostas, então se acabaram os meus dias, já não há o que buscar, pois estou totalmente perdido. Nesse universo tão misterioso e irrespondível, não dá para ser senhor da verdade. Mal sabemos a nosso respeito e queremos definir as demais coisas e a própria vida.
A dúvida é a melhor definição para o sentido da existência, porque enquanto tenho dúvida, tenho por que viver. Preciso viver dentro da religião buscando o conhecimento de Deus. Ninguém o sabe completamente. Só os fanáticos e doentes espirituais entendem que Deus cabe dentro de suas ideias e ponto. A cada dia que se passa preciso entender meu parceiro, minha parceira, meus filhos, meus amigos, a vida e a mim mesmo, tendo ciência de que quando descubro alguém, talvez aquela pessoa já seja diferente e já siga outros rumos da vida. Mesmo que eu encontre muitas respostas, ainda assim preciso entender que cada resposta deve gerar em mim outras mil perguntas que me motivem a continuar desejando a vida. Tenho que olhar pra cada lado, acontecimento [externo ou interno], coisa, experiência e pessoa e me encher de perguntas a respeito de tudo. Falando a respeito, por exemplo, de Deus, chegamos a uma simples [ainda questionável] definição: Deus não é uma questão apenas. Ele é também a resposta, mas não a resposta final, É a resposta geradora de outras tantas questões. Ninguém que diz conhecer Deus é salvo, pois para conhecê-lo é preciso desconhecê-lo. Sabendo que Deus é o mistério infinito, então quem se encontra perdido, está salvo e quem se acha, está perdido. Deus é harmonia e clareza, mas também é confusão, escuridão e mistério. O conceito que criamos de Deus é mero reflexo do divino ser.   Não é Deus. É apenas uma possível imagem dele.
Então preciso seguir adiante com a união da fé e da razão, de meus pensamentos, sempre com o coração aberto às possíveis verdades que Deus me revela através ora da religião, ora de uma situação, ora da ciência, ora de um pensador simples da sociedade. Pense sempre!

Abraço e que Deus nos abençoe sempre!




domingo, 3 de janeiro de 2016

QUEM TE DEU O DIREITO DE SER QUEM SOU?




QUEM TE DEU O DIREITO DE SER QUEM SOU?

O ser humano em meio a suas inquietações quer encontra o significado da [ou de sua] vida e não aceita explicações vagas e simplistas ou mesmo que contrariem àquilo que lhe interessa. Mas para descontento humano, a vida, apesar de encantadora e monstruosa, segundo nossos conceitos e sensibilidades, em qualquer forma de manifestação, simplesmente é. Sem significação alguma! Precisamos aplicar-lhe significados através de nossos conceitos. Foi assim que Deus se apresentou para Moisés “Eu sou o que sou”. A racionalidade humana atribui significados às pessoas, às coisas e aos acontecimentos. Isso á válido, mas para alguns, isso não os preenchem e querem algo mais profundo para agradar seu ego. O Narcisismo humano não aceita isso, pois entende que, independente dos conceitos humanos, é especial e importante ser do universo. Queremos descobrir essa importância e significação dadas pelo universo ou por Deus, segundo nossas crenças egóicas.
Acho que, talvez, não estejamos interessados em saber quem somos, mas em saber o que somos capazes de ser e, mesmo ficticiamente, descobrir-se e compreender-se como ser privilegiado em meio aos outros. Esses fenômenos acontecem em todo e qualquer lugar social.  No meio político, tenta-se ser mais esperto e elevado que os outros, mesmo que sejam necessários meios ilícitos, dentro da convenção social. No meio religioso, vemos diversas pessoas lutando por cargos e destaques. Totalmente dominados pelo ego. Até mesmo os discípulos de Cristo caíram nessa armadilha do ego: “quem será o maior no reino dos céus?”. Cristo respondeu: “aquele que for o menor”. Isso retira a vaidade de nosso ser? Claro que não. Ela está em toda forma de ser. Não há como fugir da vaidade, mas podemos evitar a dominação de nosso ego.
 Todos, devemos, sim, aplicar algum significado a nossa existência e tentar compreender-se o mais profundo possível. Mas não podemos cair na malha do narcisismo de nosso ego. Podemos construir uma vida significativa e desenvolver as habilidades e poderes existentes me nós, sem jamais pensar que temos de ser, necessariamente, especiais ou diferenciados.
Nessa busca desenfreada por ser diferente e especial dentro uma massa popular, queremos, às vezes, aplicar uma significação que, talvez, não exista. Somos capazes, talvez ingenuamente, de nos transformarmos em outra pessoa largando a si mesmos e suas outras possibilidades de ser no tempo. Algumas destas formas assumidas são sadias, outras, no entanto não fazem bem ao seu praticante e não promovem orgulho e satisfação à sua alma. Mas é bom sempre lembrar que não dá para todos brilharem com intensa luz ou mesmo com luz própria, apesar de capazes em algum lugar de si, ou ainda é necessário compreender os diversos aspectos da dominação de uns sobre os outros. O apóstolo Paulo falou que uns brilham como o sol, outros como a lua e outros como as estrelas.
Há algumas experiências que são pura experimentação da loucura ou mesmo da demência de esquercer-se totalmente de si para viver uma ficção.
Uns tornam-se fiés seguidores de um mestre, cantor, palestrante, líder, entre outros, de forma tão intensa que olhar para ele é ver, de certa forma, seu ídolo. A pessoa bebe tanto daquela fonte que venera que se assemelha a ela e começa agir e pensar de modo igual. Quem nunca viu a semelhança de duas pessoas que andam costumeiramente juntas? Elas começam a se imitarem, até mesmo inconscientemente. Temos essa tendência de quanto mais perto mais somos contagiados por aquela forma de ser. Quanto mais você se aproxima de uma pessoa má, pior ficará, salvo alguns casos. Quanto mais se ler livros de um ator mais se começa a pensar como ele. Estará cheio dele. Quanto mais amar mais revelará Deus. Somos imitadores! Isso é natural, mas não podemos assumir formas que descaracterizem o nosso ser e nos impeçam de viver a nossa própria vida. Paulo disse: “sede meus imitadores como sou de Cristo”. Ou seja, estejam sempre perto de mim, de minhas ações e crenças que estarão de certo modo perto de Cristo.
 Continuando nesse tema da imitação de outro ser, há pessoas que largam extremamente tudo o que são para viverem uma imagem projetada pelo ídolo. Nesse narcisismo “desgraçado” e na angústia de não ser o que desejaria ser, tenta-se pegar carona no sucesso dos outros. Um quer ser Michael Jackson, outro o Pelé, outro o Elvis e ainda os que querem ser o próprio Cristo [coisa que o Cristo não autorizou, pois este apenas quis que as pessoas fossem seus seguidores, jamais assumir seu lugar na forma de ser, respeitando o ser individual de cara um].  Alguns são tão ridículos que chegam a se caricaturar. Sabe o que é uma caricatura? É uma imagem exagerada de outro ser. Tipo a pessoa que quer imitar outra e o faz de forma ridícula e exagerada. Por exemplo, pessoas que vivem como se fosse o boneco Ken, a Barbie, os travestis que querem imitar as mulheres, fazendo uma voz de pato e com roupas extravagantes [lembrando que não há aqui nenhum preconceito], entre outros. Quem te deu o direito de ser quem o outro é? Não seja uma pessoa oca de si e preenchida por outros espíritos. Não escolha viver uma personagem. Seja você mesma. Não se abandone para viver uma imitação. Não construa essa significação para sua vida. Você possui dons e vocações capazes de te fazer importante e feliz consigo mesma.
Deus abençoe a todos!


 MAGNO HOLANDA

                                           https://www.facebook.com/reflexoesdemagnoholanda

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

UM CANTINHO NO SÓTÃO: Não se esconda da vida!




Por MAGNO HOLANDA



     Olá, pessoal! Hoje falaremos sobre o lugar que escolhemos estar e sobre o bem e o mal que aquele lugar nos proporciona. Quando me refiro a “lugar”, estou tratando de lugar espiritual, mas que em alguma situação pode tratar-se de lugar físico, que em algumas situações é uma metáfora, representação do estado espiritual e vice-versa. 
    
    Começo aqui meu texto com a pergunta do Divino Ser a Adão: “Onde estais, Adão?”. Adão estava escondido atrás de uma moita de mato. Adão não estava no lugar que Deus queria. Deus não o chamou ou o fez vir à existência para estar escondido. entende isso? Deus o chamou para correr livremente sobre o jardim do Éden. Entendeu, meu amigo? As escolhas dele o levaram até aquele lugar. Certamente não era o melhor lugar para ele estar. Lá fora existia uma vida melhor e mais encantadora para se viver. Talvez, você, meu amigo, esteja vivendo uma experiência bem assim, escondendo-se até de si mesmo e sofrendo isolado na escuridão de teu eu, no interior de teu ser. Deus, como representação do bem e da força, está interessado em saber onde você está. “onde estais?”.

     Entre tantos lugares incríveis que dariam um ótimo texto, preferi pegar a metáfora do sótão. Sim, porque ele fala da intimidade oculta do inconsciente de cada um de nós e, é revelador de nossos medos e sentimentos de fracasso. O sótão fala de muitas coisas como a escuridão espiritual, a solidão, o sofrimento, o medo, os traumas da alma, o conformismo, a ilusão, entre outros. As pessoas que escolhem viver nesse lugar espiritual, nesse espaço escuro de sua mente, vivem em cegueira espiritual, em tormenta interior, sem entender bem as coisas que lhes acontecem, de forma que, por vezes, enganam-se, achando-se por cima, quando na verdade não passam de covardes diante dos problemas da vida. Em algumas situações, é o tipo de gente soberba, mas que dentro de si mesma é pequena, agressiva, mas que comete suas agressividades por medo. Essas pessoas que vivem tal experiência não conseguem ver que seu real problema não está fora, mas dentro de si, onde devem travar suas maiores batalhas.


    O comportamento dessas pessoas gera, muitas vezes, sofrimento nos outros e em si mesmas. Elas espalham a escuridão interior. Quem não luta contra essas tormentas, vive em sofrimento e, por mais que sorria e/ou faça alguém sorrir, apenas está se colocando no lugar do palhaço que faz os outros rirem, enquanto chora por dentro. Muitas vezes, seus comportamentos agressivos, demasiadamente tímidos, terminam causando repulsa nas pessoas, pois não se sentem bem ao seu lado. Ele torna-se cada vez mais só no sótão de sua vida.

    Há uma saída para estas pessoas. Há outros lugares onde há ar livre e um sol brilhante para que esta pessoa desfrute de uma vida bem melhor que aquela do escuro sótão. Mas boa parte dessas pessoas resiste a essa nova proposta de vida, estando acomodadas com a vida que levam, achando até certo conforto no sofrimento, na prisão em que vivem. Masoquistas! Alguns alegam motivos enganosos e absurdos para permanecerem naquele mesmo lugar. Como diria Salomão em seus provérbios: “diz o medroso em seu coração: não sairei de casa, pois lá fora há um leão”. Ninguém falou que a vida seria fácil. O fato de a vida ter suas batalhas não deve ser tomado por desculpa para viver uma vida de sofrimento e desgraçada. Deus deu-lhes a capacidade de enfrentar seus males. Lembro-me que Cristo disse uma certa vez aos seus discípulos que não trouxe paz a esse mundo, mas espada. Cristo falava da guerra interior de cada um de nós. Ele tem oferecido instrumentos para as pessoas saírem dessa situação.

     Há casos em que a pessoa não conhece a situação ou outro lugar, nunca saiu do sótão, mas, mesmo assim, ousa dizer que não presta, formulando uma ideia negativa a respeito desse outro lugar. Claro! O medo do novo é natural, mas a pessoa não pode alegar que o outro lugar é pior que a escuridão gélida do sótão sem que tenha estado lá. Só poderemos ter uma vida melhor se tentarmos viver de forma melhor. Mesmo que haja fracassos nas suas tentativas, ainda assim deve-se orgulhar, por ter buscado um espaço feliz. Sua alma estará certamente orgulhosa de si.

   Há sempre outros lugares melhores, mais iluminados, a serem frequentados por nossa alma. Deixe que o Espírito Divino te guie às águas tranquilas, aos oásis da vida, procure pessoas boas e maduras ou mesmo ajuda de profissionais competentes que possam ajudá-la a sair desse lugar fúnebre. Cristo te chama para vida, assim como fez com Lázaro!


Abraço do Prof. Magno Holanda!


SE ESSA PÁGINA O AJUDOU DE ALGUMA FORMA, FAÇA DOAÇÕES PARA A PUBLICAÇÃO DOS LIVROS DE MAGNO HOLANDA.
AGÊNCIA 1634-9 CONTA POUPANÇA 35.505- 4 BANCO DO BRASIL *Envie os comprovantes para MAGNO.HOLANDA@YAHOO.COM.BR e você receberá livros do prof. MAGNO HOLANDA, quando publicados, entre outros brindes
------------------------------------------------------------------
LINKS ÚTEIS
Veja mais #REFLEXOESDEMAGNOHOLANDA   *EM TODAS AS REDES SOCIAIS
📚 Conheça a página [fan page] do professor MAGNO HOLANDA  - https://www.facebook.com/reflexoesdemagnoholanda

📧 Assine gratuitamente a NEWSLETTER do blog e receba conteúdo exclusivo: http://magnoholanda.blogspot.com.br/

📷 INSTAGRAM: @magnoholanda1977

️ Para dúvidas sobre conteúdos e livros: MAGNO.HOLANDA@YAHOO.COM.BR


💰 Contato para doações: MAGNO.HOLANDA@YAHOO.COM.BR  ou WhatsApp 55 83 988884883

SIGA PROF MAGNO HOLANDA NO TWITTER  



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O ANO SÓ SERÁ NOVO SE HOUVER ALGO DE NOVO EM VOCÊ!




Um novo ano vai começar, mas as crises não ficarão no velho? Elas nos perseguirão ano a ano. Essa sim é companheira fiel. Continuaremos com muita pobreza, fome, descaso na saúde, muitos crimes, roubos etc. e gastando bilhões do dinheiro público para construir obras superfaturadas, politicagens e muita corrupção. Mas como disse o Cristo: ”O amor esfriará”.  Temos a capacidade de fazer diferente a coisa, mas parece-me que não estamos interessados, embora digamos o contrário o tempo todo. Pagamos nossos impostos para sermos bem trados e governados e não para sermos descaradamente roubados. O pior é que entra e sai ano e nada fazemos para mudar essa estrutura caótica de nossa política e vida social. O que queremos de fato?
O ano novo é apenas uma metáfora que desperta esperança até mesmo no mais moribundo. Sonhamos com coisas simples, tipo uma educação melhor, um pão de cada dia, políticos que não roubem, diminuição da pobreza e das doenças etc.
O ano será novo, mas os problemas ainda estarão aí. A metáfora do ano novo precisa acontecer dentro de cada pessoa e depois jorrar em direção ao seu exterior. Não pense que essa mudança vai cair do céu. Sabe por que muitos brasileiros não protestam contra os políticos? Porque se estivessem lá fariam a mesma coisa... e a coisa vai continuar do jeito que está...
Nem mesmo a teoria da encarnação e evolução dos espíritos consegue mudar este mundo. Parece que os espíritos estão sendo presos num Carandiru, pois “voltam” pior do que foram. A coisa está tão séria que até as mulheres estão assaltando com e sem armas: As belas bundas estão cada vez mais caras.
Veja o caso dos bispos da igreja Renascer que roubaram e ainda estão ai pregando livremente... O Brasil continua o mesmo. Tente um pobre roubar um caixa de margarina.                                              O que há de novo?
Os políticos roubaram e foram apenas condenados a prisão semiaberta e ainda recebem seus salários. Os ladrões continuam no governo. Onde está a novidade?
Cada grupo estará pensando mais do que antes em seu próprio rabo. E o povo? Comporta-se como cachorrinhos. Se somos mais do que isso, não parece. Temos a capacidade de ser grande, mas isso não é suficiente. É preciso ser grande dentro de si e expulsar esse espírito vira-lata.  Os casamentos estão mais velozes do que nunca. Diante do altar “sim e adeus”. As relações mais abertas, políticos sem medo de serem filmados, pois agora aumenta seu status, os chineses sem democracia sendo a maior potência do mundo, o desmatamento da floresta amazônica... e o mundo continua o mesmo. Em que mudamos?
O mundo continua velho... e você também. Já que não muda o mundo, tente mudar pelo menos a tua própria forma de existir...  e torne-se melhor! Torne o mundo de alguém melhor!

Abraço a todos. Magno Holanda

sábado, 12 de dezembro de 2015

O AMOR É UMA QUESTÃO DE FÉ!




Olá, meus amigos e amigas! Hoje tentaremos discutir a respeito da dúvida do amor dentro das relações. Talvez seja um tema muito polêmico, porém, aqui não poderemos nos detalhar muito, pois se trata de um post apenas. Talvez em outro momento possamos nos aprofundar mais através de outro canal.
O mundo está muito confuso em matéria de amor. Uns alegam amar quando apenas estão acostumados com o outro, outros quando têm apenas tesão ou paixão, outros amam sem saber o que é o amor e assim por diante. Algumas pessoas vivem a vida toda ao lado de alguém sem saber se o ama ou mesmo se é amada por este.
Costumo dizer a respeito do amor que é uma confissão de fé. Sim, o amor é uma questão e fé. E precisamos confessá-lo para nós mesmos e para o outro, se possível for. O amor é algo abstrato. Não podemos tocá-lo, pois se trata de uma energia, mas podemos ser tocado por ele. Podemos também encarná-lo ou mesmo materializá-lo em mil situações do dia a dia. Se você ama, então precisa verbalizá-lo ou comunicá-lo de alguma forma. Ficar com ele para si pode ser interessante para algumas pessoas, mas para a maioria é apenas uma situação causadora de sofrimento. Amar sem que o outro saiba, porque você nunca disse, é doloroso e maltratante. É preciso tornar o amor mais palpável para que o outro tenha mais convicção daquilo que você sente e passe a creditar cada vez mais no que você sente. Essas ações, expressas num olhar brilhante, encantado, nas palavras, nas flores, no toque, na preocupação, são fundamentos em que o outro e você mesmo apoiam a fé no que se sente ou que se diz sentir.
Claro que em algumas situações que nos são apresentadas pela vida, percebemos que as manifestações de amor são enganosas. Sim, as ações que se dizem de amor, mas que são de puro interesse. Então é preciso ter muito cuidado com isso. Vemos diversos casos em que uma das partes sai perdendo financeiramente e emocionalmente. Duas vezes desgastado, pois além de se sentir idiota, enganado, perde um “amor”. Além disso, a frustração mental de não ter sido capaz de conquistar aquela pessoa. Jogadores de futebol vivem se iludindo. Pessoas de origem pobre que largaram suas companheiras, trocando-as pelas Marias-chuteiras e acreditam que são amados. Isso sim é ser homem de fé. Pena que esse fenômeno da mulher bonita que se apaixona pelo homem feio não acontece entre os pobres.  O sapo tem que ser um príncipe. Quantas vezes se viu um homem pobre ao lado de uma mega-atração sexual e ela declarando amor a este? Para isso é preciso de uma fé além do sobrenatural e um bocadinho de dinheiro também. Rs!
Como saber se amo alguém? Essa é a dúvida mais frequente das pessoas. Na maioria dos casos, as pessoas estão envolvidas com outra pessoa por causa de um filho, do costume, do financeiro entre outros. Você ama quando você sente admiração e encanto pelo outro..., quando você se sente bem ao lado daquela pessoa, quando deseja sempre o seu bem e cuida do outro como de si mesmo. Se você não se sente bem ao lado da pessoa, não se encanta com ela, não a admira, nem tem vontade de cuidar dela, então, saia dessa relação, pois ela pode ser qualquer coisa, menos amor. A vida é curta e é preciso amar... se encantar! Você só terá certeza de amar se viver essas experiências que falei.
Como saber se sou amado? Só há uma maneira: pela fé. Não há como você saber, pois isso é uma coisa que, por vezes, nem mesmo o outro sabe. Então é preciso acreditar no que ela diz e/ou manifesta através das mais diversas formas de comunicação ou expressão de amor. Mas sua fé precisa ser apoiada em alguns indícios. Se você é maltratado e desrespeitado, então como vai acreditar no amor do outro? É preciso que você sinta o cuidado e a admiração do outro. É preciso perceber o encanto no olhar..., a energia no toque dos dedos.
 Saber quem é o ouro ajuda bastante, pois o amor e sua intensidade e/ou honestidade depende da evolução espiritual do outro. Se a outra pessoa tiver uma moral distorcida e uma espiritualidade escura, então isso sempre irá atrapalhar a tua fé no amor dela. Mas sendo uma pessoa equilibrada, então tudo fica bem mais fácil.
Mas independente das dificuldade de se acreditar no amor, diante de uma sociedade caótica, desonesta a pouco amorosa, é preciso crer no amor. Viva pela fé no amor dos que amam! Não existe amor sem fé!

 Abraço de amor do Prof. Magno Holanda!






sábado, 5 de dezembro de 2015

TRANSFORMAI-VOS




Olá pessoal! Hoje vamos falar sobre essa força do bem e do mal que há dentro de nós e porque poucos crescem espiritualmente.
As pessoas se acham boas. Em toda parte de nossa sociedade as pessoas se afirmam como honestas e boas. Isso atrapalha bastante sua evolução espiritual. Há algo de errado nisso? Sim, claro que há. Não somos bons de forma alguma. Somos maus e animais brutais. Quer comprovar isso? Olhe para a história da humanidade suas ações no dia a dia e perceba quanta maldade! Veja também os poucos que praticaram o bem. É a metáfora do céu, onde a maior parte é escuridão, mas havendo as estrelas aqui e ali. As pessoas se intitulam boas como forma de livra-se da dor de reconhecer-se assim como é. Não querem se sentir culpadas. E nem devem mesmo, mas não ocultando seus males, porém vendo-os e procurando fazer a coisa diferente. Você não é obrigado a seguir seus instintos e desejos. Não pode haver crescimento espiritual enquanto as pessoas não procurarem se autoconhecer. Veja a bondade e a maldade do seu dia a dia. Quantas vezes você se pega fazendo o bem? Há pessoas que passam meses sem fazer gestos de bondade, educação e amor. Destruímos tudo, desde a natureza até a relação com o nosso próximo. Tudo em nome de nossa ganância. Matamos até mesmo as pessoas que Deus manda a esse mundo para trazer cura à nossa alma. Tá aí Cristo e Gandhi para contar essa história. Assassinados pelas pessoas que se achavam do bem e que os julgavam como pessoas ruins. Pura inversão e valores e falta de autoconhecimento. Lembro-me de quando Pilatos perguntou à multidão: “quem quereis que vos solte, Cristo ou o ladrão?”. A resposta do povo foi incrível: “Solte-nos, Barrabás”.
Se você se acha bom, então não precisa de Cristo, pois este não veio para as pessoas boas, mas para aquelas que se reconhecem más, e que desejam trilhar novos caminhos em direção à luz. Todo o bem que podemos promover através de nossos atos nascem de nossa capacidade de perceber nossas potencialidades para fazer o bem ou o mal e, assim, escolhermos o melhor.
Alguém chegou para Cristo e disse: “Bom mestre...” Cristo, de imediato o questionou: “por que me chamas de bom?”. Cristo só chegou ao status espiritual de grande ser porque ele tinha autoconhecimento e, por isso, afirmou categoricamente: “Bom, só há um – Deus”. Um ser sagrado, um mito da humanidade declara-se tão humano quanto qualquer um de nós, repleto de maldade e tentações. A diferença entre os sagrados e os profanos é a capacidade de se ver por dentro e assim fazer as melhores escolhas.
 Somos maus e buscamos aparentar bons, mas isso é puro engano a si e a humanidade. Conheci uma garota que condenou ao inferno um rapaz que passava base nas unhas. Rs! Nem o Diabo é tão condenador! Enfim, ela era altamente imoral, mas se achava honesta e merecedora do reino dos céus. Cristo mesmo disse que poucos experimentam o reino de Deus [metáfora do bem, da honradez e da dignidade]. O dito de que a maioria é honesta é conto de pescador. A maioria é corrupta e poucos escolhem trilhar os caminhos da verdade, do amor e da dignidade. E você, qual caminho tem escolhido? Como se compreende nesse mundo?
Não digo que você deve sair por aí mostrando o mal e revelando seus demônios. De forma alguma! Esconda-os, mas não de si mesmo. Esconda seus males dos outros. Você não tem o porquê de mostrar suas fraquezas, seus pensamentos monstruosos e seus desejos, pois o outro pode, em determinada situação, fazer uma leitura diferente ou mesmo utilizar aquela informação contra você. Cuidado para não dar armas a um inimigo! Apenas reconheça sua bondade e sua maldade e tente trabalhá-las para que a cada escolha se torne uma pessoa melhor e mais dominada pela luz. Em casos depressivos ou outros problemas interiores, o ideal é procurar profissionais, amigos maduros ou mesmo líderes sociais-religiosos equilibrados que possam ajudá-los
Todos temos maldade, principalmente dentro de nós, onde escondemos toda sorte de desejos e pensamentos. Há algo de errado nisso? Não, óbvio que não! Isso faz parte de nossa natureza. Não podemos também demonizar tudo.  Você pode ser o maior canalha por dentro, desejar coisas loucas e horrendas, mas não pode exteriorizá-las nas suas ações e deve procurar trabalhá-las para que aos poucos, segundo sua condição espiritual, você vá se transformando. Assim daqui a pouco perceberá que melhorou bastante.
Melhorar-se como pessoa não é negar seus desejos e pensamentos, mas admiti-los, para assim poder saber escolher melhor. Se reconhecer mau não é ser mau. Isso é o primeiro passo da sabedoria. Esconder suas maldades é tolice. A luz começa a brilhar em você quando, sabendo de suas capacidades para o mal, você escolhe fazer o bem. São as escolhas que acontecem dentro de você quem mostram o que tem escolhido ser e não seus comportamentos e manifestações interiores. Seja luz, meu amigo, e deixe o espírito Divino fazer parte de sua vida. Escute a voz de Deus dizendo: “haja luz!”


 Abraço  do Prof Magno Holanda

FAÇA PARTE DE NOSSAS PÁGINA NO FACEBOOK

sábado, 28 de novembro de 2015

AS ENERGIAS DA ALMA


As energias dos universos são múltiplas... infinitas e carregadas de níveis de inteligência e comunicação. A matéria também é uma energia. Sim, uma concentração de energias densas que se organizam na formação de um corpo.
Tudo é corpo.  Não importa a forma e o tempo, tudo é e sempre será corpo que se transforma dentro do tempo. Todas as energias se interligam com outras energias para formar um corpo ou mesmo para transformá-lo. Talvez existam energias que só formem um corpo, ínfimo e pouco interessante do ponto de vista humano.
O corpo humano é uma variante diferente do restante da natureza, terrestre, pois traz consigo energias mais inteligentes que as demais, aqui conhecidas. Ou seja, essas energias, chamamos de alma ou espírito. Elas vivem no espaço cósmico, podendo estar em diversos lugares {não em todos, a não ser que seja a Energia Suprema}, estando livres ou presas, podendo experimentar as duas situações ao mesmo tempo.

Uma energia inteligente e eterna, a alma, pode estar presa a um corpo, um sentimento ou mesmo a sua própria liberdade, mas ela também pode viver fora do corpo, sem corpo e ainda assim estar viva e atuante. Essas energias, almas, estão carregadas de outras tantas forças energéticas adquiridas em seu processo de existência, dentro e fora dos corpos, mas sempre ligadas a eles de alguma forma. Portanto, uma pessoa, enquanto energia cósmica – alma, pode não se lembrar do que viveu em outros estágios ou estados, mas terá algumas reminiscência ou sensações delas.


MAGNO HOLANDA


FAÇA PARTE DE NOSSAS PÁGINA NO FACEBOOK

https://www.facebook.com/reflexoesdemagnoholanda

sábado, 21 de novembro de 2015

IDOLATRIA NOSSA DE CADA DIA





Olá pessoal! Ótimo momento de reflexão a todos!
Bem, hoje vamos falar a respeito dos relacionamentos idólatras que construímos em nosso dia a dia. Mas não especificamente hoje, pois o fazemos desde os tempos antigos.
Durante a história da humanidade, a partir do momento em que começamos a nos relacionar com o outro [tendo consciência disso], seja Deus, coisas, forças ou a natureza, então passamos a agregar nesse relacionamento certo grau de posse de algo e, consequentemente, nos prendermos àquilo que temos em mãos. É a posse da mulher com exclusividade [hoje vice-versa na maioria das culturas atuais], é a apegação aos bens materiais ou mesmo do próprio Deus. Nossos relacionamentos têm sido construídos em cima de posse e veneração e idolatria.
Vimos, com o advento do monoteísmo, o Deus principal querendo exclusividade em sua veneração. Nos mandamentos cristãos e de outras religiões monoteístas está o mandamento de não venerar outros deuses. Mas as pessoas em suas inquietudes sempre veneravam outros deuses, causando ciúmes e revoltas no Deus principal. Que, por vezes, vingava-se através das ações da natureza ou de fenômenos psicológicos humanos, individuais ou coletivos. Isso parece muito com as ações dos relacionamentos conjugais atuais em que dizemos “nosso Deus” e ele nos chama de “seu povo”, em que também não aceitamos certas traições - idolatria. A esse tipo de relacionamento não pode haver troca ou substituição. Isso seria traição. Claro que estamos aqui tratando de como se dá o relacionamento do conceito Deus [Não de Deus, pois não o conhecemos] com os homens, seus criadores.
Por vezes, os homens trocavam o Deus maior por oura divindade menor a qual ele se identificava melhor, por ser uma divindade de uma área específica, tipo o Deus do amor, do trovão, do sol, da bebedeira, deus curador, entre outros. Então havia uma troca de um deus por outro que seria ou apresentava-se mais interessante para aquele indivíduo ou povo. Mas também acontecia deles trocarem o mesmo deus. Não entendeu? Eles, não se contentando com a abstração conceitual de fé de Deus, fabricavam uma escultura para representá-lo materialmente. É a necessidade humana de apalpar, de extrair a coisa do mundo espiritual para o material. Tipo sair de um amor platônico para uma realidade mais próxima. Deus, o conceito, ficava furioso “não farás imagens”.
Hoje fazemos isso? Sim, claro! Através dos santos e das projeções mentais de Deus. No catolicismo, por exemplo, Deus, o conceito, aceitou tais relações e vive em harmonia com estes seres venerados em escala menores. Cristo já dizia: “dai honra a quem tem honra”. Mas no protestantismo evangélico, seu Deus é revoltoso com tais situações, não abrindo mão de sua exclusiva adoração e veneração total. Mas precisamos abrir uma ressalva para as venerações inconsciente a cantores e pregadores, em que Deus fica em segundo plano.
O problema das venerações e idolatrias é que sempre estamos envolvidos com elas, seja através da veneração de grandes homens, esculturas ou mesmo imagens mentais. Sim, por exemplo, no meio protestante, fabrica-se toda sorte de Deus mental. Em cada esquina há uma igreja com uma imagem de Deus diferente, em cada membro dessas comunidades há uma imagem de Deus diferente, de sorte que, de alguma forma, estamos sendo monoteístas, enquanto indivíduos, e politeístas enquanto coletivo. Idolatria aceitável?
O mais interessante nesse transe mental dos conceitos do divino Ser é que as imagens projetadas dele também querem exclusividade, sendo no processo cotidiano ciumento, ou seja, uma imagem, que não é Deus [é apenas uma projeção dele] com ciúmes de outro ser que também é apenas imagem. Quem está furando o olho de quem? Rs! Parece que a humanidade bebeu do vinho de Baco! Bêbados idólatras! Condenados? Claro que não! Isso faz parte da construção e autoconhecimento do próprio humano.
 O problema se agrava quando resulta da idolatria danos à humanidade ou mesmo a natureza, tipo guerras, dissenções e sectarismos exagerados. Não dá pra aceitar as brigas religiosas na Irlanda, as cruzadas cristãs no passado, os desrespeitos religiosos atuais, entre outras consequências.
... mas vamos aqui continuar com nosso tema.  A nossa idolatria não se detém no campo do divino ser ou de alguma espiritualidade, pois nos apegamos também às coisas ou pessoas que possuímos. Traímos os nossos relacionamentos humanos e sociais pela gana por bens materiais. Na sociedade moderna, veneramos os bens, as riquezas ou mesmo como diria o Cristo: “mamom” – deus da riqueza. Mas Cristo nos alertou que não poderíamos servir a Deus [o bem, a luz, o contrato social, o amor] e a mamom. Destruímos a na natureza e o planeta em nome de nossa gana por ter cada vez mais, por ser dominado, escravos pela necessidade de ter mais que o outro. Colocamo-nos como escravos e veneradores das riquezas e de nosso próprio ego. Devemos claro lutar pelos bens, conquistas e confortos, mas não fazê-los senhores de nossas vidas. Não podemos venerar nosso teres, mas nossas formas de ser. Quantas pessoas deixam de viver uma vida familiar, brigam com amigos, largam todos os laços sociais verdadeiros e sadios para se esconderem num relacionamento com o dinheiro e, viverem uma hipocrisia de si através dos bens. Sabe aquele assunto da escultura dos deuses? Fazemos isso com as pessoas também, pois as transformamos ou mesmo nos transformamos em coisas para se venerar ou ter. São nossos objetos de veneração ou onde colocamos as nossas misérias espirituais. As mulheres, no mundo moderno, se colocam no mercado para serem consumidas como se fossem objetos, coisas dos homens. Olhe os jogadores de futebol que compram belas mulheres. Inveja? Talvez!

 O importante é que as pessoas busquem se autoconhecer em cada relacionamento construído, procurando ser melhor a cada momento que vive e mudar sempre que for necessário para não causar danos ou sofrimento a si e ao outro.

 MAGNO HOLANDA


sábado, 7 de novembro de 2015

DESEJO DE SER IMPORTANTE




Olá pessoal!
Bem, observe a natureza, vaidosa, esplendorosa, egoísta! Sim, não é apenas o ser humano que é vaidoso. Tudo na existência é pura vaidade. Porém, aquilo que difere no ser humano é a sua consciência da existência e seu descontrole espiritual.
 Como bem disse o Salomão: “tudo debaixo do sol é vaidade”. Vivemos sempre em função de nossos caprichos e vaidades. Ora de forma mais leve, ora tão intensa que a vida se torna danosa a si e a humanidade ou até mesmo ao planeta. Não há como escapar da vaidade. Se você for o mais humilde ou o mais nobre, não importa, sempre haverá a vaidade de ser em você. Outro lado, oposto, são as pessoas depressivas, ou com outras doenças mentais parecidas, pois normalmente elas têm perdido essa capacidade de envaidecer-se. Há alguma ação errada em ser vaidoso? De forma alguma, desde que haja controle, não prejudicando a si e ao outro [entenda-se o outro, como tudo que está ao seu redor ou tudo que existe].
O nosso ego luta para dominar o nosso ser, porém devemos dar importância a suas carências sem deixar-se dominar por ele e suas loucuras demasiadas. Faz parte da existência, querer ser elogiado. Tudo o que fazemos para o bem ou para o mal [do ponto de vista de si ou do outro. Por vezes aquilo que julgo certo o outro julga diferente.] tem esse objetivo de alcançar aplausos. Todos queremos que as pessoas se encantem e se admirem com aquilo que fazemos. Talvez você queira pensar diferente quando lembra de pessoas como Hitler, Bin Laden entre outras pessoas do mal. Mas está enganado, pois até mesmo aquele ladrãozinho de galinhas de seu quintal quer obter poder e respeito, quer que as pessoas o percebam e o admirem, pelo que faz ou conquista. O que diferencia as pessoas é o espaço e a dominação do ego.
Sabe, até mesmo o divino ser, conceito de Deus, deseja ser aplaudido. Vemos isso em todas as religiões tradicionais em que Deus criou o homem para ter quem possa adorá-lo, venerá-lo. Enfim, de Deus ao diabo, todos desejamos ser apreciados, observados e aplaudidos. Por isso a necessidade tão importante de elogiar as pessoas. É a consciência de si ou mesmo cósmica que sente essa necessidade de ser importante. Daí você vê toda sorte de gente querendo aparecer, desde aquelas pessoas que fazem coisas ridículas nas redes sociais, passando por aquelas que vendem seu corpo e até mesmo aquele cristãozinho simples de uma igrejinha de dez membros num bairro distante, sim, todos com a necessidade de mostrar seu heroísmo e suas capacidades de ser diferente.
A mensagem mais forte da humanidade é a mensagem cristã e do próprio Cristo em que desvaloriza os poderosos e valoriza os pequenos [a maioria]. Não sei se intencional, mas foi a tática certa para a permanência e ampliação do cristianismo. Dizer para as pessoas, desrespeitadas pelos demais, que elas são importante e que Deus, o todo poderoso, o maior de todos, está observando a vida delas e as escolhendo para uma missão importante foi um ato fantástico. Isso foi incrível para a mente deles! “Eu sou um privilegiado!”, pensaram. Na mitologia, só as grandes almas da humanidade eram consideradas como semideus, ou seja, filho de Deus, em que normalmente um Deus/deusa se relacionava com um humano e daí resultava esse ser importante. Com a mensagem cristã, essa característica foi oportunizada a todos que seguissem a Cristo. Ou seja, aqueles que aceitassem a Cristo passariam ao status de filho de Deus. Olha que chique. Ontem você era um Zé ninguém. Hoje é o filho de Deus. Isso para a alma humana é esplendoroso.
 Na verdade, há poderes divinos em nossa alma, tão semelhantes a Deus. Nós somos um retrato de Deus. Então temos que desenvolvermos as nossas habilidades e nossos dons através da fé e determinação nas práticas diárias, fazendo sempre o melhor para sermos melhores do que éramos antes e, assim seremos capazes de sermos melhores que outros. Mas isso não significa que somos filhos de Deus ou grandes homens da humanidade. Sim, significa, mas apenas dentro dessa mensagem cristã. Mas num contexto histórico-cultural da humanidade, seremos grandes se formos escolhidos por Deus para isso e se desenvolvermos essa vocação divina. Não adianta Deus escolher você se você o rejeita. Certo é que essa força predestinativa fará o possível para que seus propósitos sejam cumpridos, porém, como a mente humana é racional e possui a capacidade de escolhas, então há, de certa forma, uma interferência nessa missão, dependendo da grandeza da alma. Assim também pessoas que não possuem tal chamada, pela determinação poderão ser muito maiores do que deveriam ser, ultrapassando os limites de sua missão na vida.
 Isso tudo gira em torno da vaidade humana. A alma é inquieta e, nessa inquietude, ela é capaz de tudo. Em busca de reconhecimento e aplausos ou mesmo uma simples atenção, as pessoas buscam desenfreadamente bens materiais, cargos e ações que despertem o olhar do outro para si. As pessoas lutam para mostrar quão capazes e privilegiadas são. Obter um cargo social ou mesmo conquistar uma pessoa com status ou poder financeiro, sensualizar ou se intelectualizar, fazer o bem ou o mal, sempre em busca de aplausos.
 A sociedade ainda é imatura para administrar seus desequilíbrios espirituais ou mentais. Ela não sabe lidar com isso e, na maioria dos casos nem mesmo reconhece isso como problema. Que de fato não é, mas passa a ser quando destrutivo ou autodestrutivo. Daí você pode pegar como exemplo os crimes cometidos de toda sorte, desde o político canalha até o ladrão ali da esquina. Todos buscam algum tipo de poder, consequentemente aplausos ou reconhecimento social. Todos querem ser heróis. Isso está na alma humana. Mas é preciso administrar isso. Não usar a vaidade ou usá-la demasiadamente é doença e muito prejudicial a si e ao outro também.
 Siga, por exemplo, Cristo, Dalai Lama, Gandhi, Buda, entre outros que tinham sua vaidade inflamada, mas sempre voltada para o bem de si e da humanidade. Não há felicidade completa se tua vaidade te conduz para caminhos escuros. Então, seja sensual, conquistadora, inteligente, espiritual, seja o que for, líder de igreja ou de empresa, presidente de grupos sociais ou políticos, faça a coisa acontecer, mostre seus valores, suas capacidades, seus poderes, mas com honestidade, autoconhecimento e autodomínio, sem causar danos maiores a si e ao outro, que é uma extensão de você mesma.

 MAGNO HOLANDA