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sábado, 20 de fevereiro de 2016

ORAR É A MAIS BELA FORMA DE AMAR ALGUÉM




Olá, meu caro amigo! Hoje quero me deter em algo tão simples e tão profundo ao mesmo tempo. Estou referindo-me a oração. Essa disposição de se apegar ao bem através das ações ou movimentos do Espírito se conectando a Deus. Não como fazem os Fariseus, sobre os quais Cristo alertava-nos que não fizéssemos como eles. Esses religiosos eram pessoas totalmente dominadas por seu ego. Eles não estavam envoltos em compaixão, mas em preciosismos pessoais e inveja. Mas devemos fazer a oração para transformar-se e valorizar-se no outro e em Deus. Muitas pessoas brincam de orar, outros zombam da oração. Mas essa ferramenta humana é uma arma forte para vencermos ou aliviarmos as tormentas da vida. Ore! Alguns a chamam de reza, outros de meditação, outros de contemplação. Não importa! O que importa é a essência desses movimentos espirituais, mesmo que externamente eles se diferenciem.
Outro dia um amigo questionou-me sobre a oração. A verdade dele era boa, mas ainda superficial, pois estava muito ligada as palavras e aos pensamentos. Ele precisa se aprofundar nesse mistério para entrar cada vez mais em Deus. Acrescentei que o silêncio é uma oração da alma e que a oração não precisa existir em palavras faladas ou pensadas para ser verdadeira ou para que Deus, imanente ou transcendente, a escute, pois a verdadeira essência de uma oração não está nas palavras, mas nos sentimentos que a carregam em direção a Deus.  A oração para ser verdadeira precisa estar envolta pelo Espírito de Deus – por amor. Alguns confundem e acham que a oração verdadeira é aquela com belas palavras ou emocionante. Nada a ver! Ela pode ter essas características, mas sua alma deve ser o amor. Sem amor não há oração! E se houver, é um zumbi, acredite!
Orar é agir, é movimentar-se, nos seus limites, para ajudar ao outro, sofredor, ou a si mesmo.  Se você orar e nada fizer para mudar ou ajudar o outro, então de pouco vale sua oração. Como disse o lampião Severino de Aracajú, do Auto da Compadecida: “dá para juntar a essa reza um punhado de farinha?”. Olha a resposta do padre: “a igreja só se preocupado com o alimento espiritual, meu filho”. Então não seja igual. Faça a diferença! Seja você um colaborador da resposta de Deus. Claro, tudo dentro de seus limites. Se não puder ajudar com algo material, mas poderá com uma palavra, um abraço, uma visita ou mesmo um simples “bom dia”. Faça de sua vida uma oração. Gente, não estou aqui falando de religião, até porque não a tenho. Aliás, sou Cristão, mas por espiritualidade e não por religião. Quando Paulo disse “orai sem sessar”, ele estava querendo torná-la uma pessoa mais espiritual e amorosa. Então, orar é você experimentar um pouco do que Deus sente pelas pessoas, independente de suas ações, de sua utilidade ou não. Por isso que a vida de Cristo era uma oração. Oração, amor e espiritualidade são palavras sinônimas. Entende isso, amigo?
Não pense que está perdendo tempo quando faz algo por alguém ou mesmo quando se lembra de alguém ou sente compaixão por alguém ou alguma coisa. Não, meu amigo. você está investindo seu tempo, suas ações para colher uma vida de qualidade e repleta de pessoas que te admiram e respeitam. Amar o outro é amar a si mesmo.

 Abraço e que Deus abençoe a todos!  

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O CULTO DA SUPERFÍCIE






O mistério paira e envolve a alma humana, assim também sobre tudo quanto existe. Nada nesta vida é totalmente revelado e nem sei se em outra, se houver, também é. Quem pensa que se esbarrou em alguma revelação total, seja na religião, ciência ou outras, está profundamente enganado. As coisas e pessoas não são exatamente aquilo que se revela, apenas, e nem mesmo o seu exterior – sua superficialidade. Há uma profundidade maior e melhor nisso tudo. Acredite, é muito bacana pensar sobre isso.
Há uma coisa interessante e paradoxal nisso tudo, sabia? Gritamos aos quatro cantos do mundo dizendo que desejamos a revelação, a profundidade e a verdade, mas amamos a superficialidade e assim vivemos, salvo algumas raridades da sociedade humana. Posso dizer que em muitos casos hipocritamente. Por favor, não se ofenda com isso. Estou apenas pensando nossos comportamentos sociais e, se um dia compreender-se assim e não estiver satisfeito com seu jeito de ser, então se transforme.  E por que vivemos assim e escolhemos viver desta forma [se é que escolhemos de fato]? Simplesmente porque somos uma humanidade imatura, juvenil e desconhecedora de si mesmo. Não há possibilidade de fazermos boas escolhas e vivermos mais inteligentemente, com uma espiritualidade desenvolvida, sem que busquemos nos conhecer melhor. Concorda comigo, amigo? Enquanto acharmos que sabemos tudo a nosso respeito, jamais iremos andar na direção do autoconhecimento e maturidade individual e social. Pois, sendo assim, sempre estaremos na prontidão para o culto [veneração] do exterior de si mesmo e do outro. Algumas vezes sentimos até repulsa quando um artista tira a máscara e mostra sua real humanidade. Temos a impressão que o encanto acabou. Meu amigo, você não tem de pensar igual a todo mundo porque você não é todo mundo. Você é você! Então, se quer viver algo diferente, seja diferente! Mas não se engane, meu amigo leitor, essa transformação não acontece no simples ato de decidir. O ato de decidir enxergar a vida de forma mais ampla é apenas o início, o primeiro passo nesse novo caminho. Não pense como alguns religiosos que acham que a conversão é um fim. Não entendem que a conversão é um início da jornada. Alguns se colocam como santos e perfeitos [culto exterior de si] de tal forma que julgam e condenam àqueles que não procedem em “santidade” como eles.  A esse tipo de pessoa Cristo chamou de Fariseu [ antigo grupo religioso judaico em que a maioria de seus líderes, matadores de Cristo, eram hipócritas, desconhecedores de si e adoradores do ego e da exterioridade humana].
 Nós valorizamos as pessoas pelos cargos, funções e status quo que possuem ou mesmo pelos personagens que nos são apresentados por eles. Respeitamos os ricos, poderosos, políticos e artistas famosos como se fossem nossos deuses ou senhores. Tocamos neles, na sua superficialidade, almejando, talvez inconscientemente,  alcançar a sorte de ser um abençoado ou próspero, assim como a mulher do fluxo de sangue quando tocou o Cristo. A diferença é que ela tocou no que Cristo era – na sua profundidade espiritual.  Somos tão drásticos em nossos comportamentos que nossa alma, quando pequena, estremece de respeito até mesmo diante dos demônios sociais [políticos corruptos, ladrões, bandidos e soberbos]. Puro espírito de vira-lata! Cultuamos de tal forma certos artistas da vida que, mesmo quando cometem crimes absurdos ou hediondos, ainda assim tendemos a defendê-los. Podemos citar casos como o de Lula, José Dirceu, José Genoíno, o cantor belo, o jogador Adriano e o jogador Edmundo, que matou uma família inteira. Algumas pessoas chegam a brigar por eles. Além dos cidadãos comuns podemos citar os militantes do PT/MST. Aliás, estes, se permitíssemos, tomariam o lugar do exército brasileiro. Ridículos! O amigo acha isso sadio? Eu acho que não! Penso que é doentio, mas normal em meio à nossa sociedade. Anormal são aqueles que dão importância às pessoas pelo que são e não pelo que aparentam ser ou pelo que possuem.
Passamos a vida toda investigando as pessoas e deduzindo-as, sempre buscando saber sobre sua exterioridade. Mas, e a sua interioridade? Desta temos medo! Sim, somos assombrados pelo mistério de ser. Temos medo do que está oculto. Talvez seja este um dos motivos pelos quais vivemos na superficialidade de si e do outro. Temos sim medo da verdade do que somos e de nossas capacidades para fazer o bem ou o mal, tendo tendência maior para este último. A sociedade ou parte dela se revolta quando proclamadores da verdade revelam as escuridões sociais “raça de víboras!”. Somos capazes de matar, como na cruz do Cristo, àqueles que nos apontam quem realmente somos, àqueles que mostram que vivemos em função do que há fora. Ou você acha, meu caro amigo leitor, que não mataríamos Cristo novamente? Até brinquei outro dia, conversando com um amigo, dizendo que Cristo não voltou até hoje com medo de ter uma morte pior. Certo é que preferimos a escuridão e o engano. Preferimos ficar dentro da caverna de Platão. Preferimos ser manipulados e viver de ficções, pois me parece que a verdade dói no espírito humano.
Falando sobre a verdade que dó e machuca os fracos [maioria de nós], lembro-me do que foi feita com a cabeça de João Batista, com o corpo de Cristo. Lembro-me do corpo de Giordano Bruno ardendo em chamas, do tiro que deram em Gandhi, entre outros crimes sociais contra as pessoas que traziam revelações profundas sobre nosso ser. Fizemos isso porque essas pessoas de luz nos incomodavam [aos que estão em trevas]. Sabe o que o evangelho de João falou sobre isso? Relembre comigo, amigo: “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” [João 1:5-11].
As pessoas não estão interessadas na verdade, pois esta penetra na profundidade de seu ser, revela seus medos, desejos, paixões, mostra seu lado escuro e monstruoso. As pessoas estão interessadas em verdades que mintam, enganem e que satisfação seu ego. Só finalizo isso dizendo que a verdade que não é verdade dói muito mais. Talvez você, caro amigo, não pense nisso agora, mas um dia poderá pensar no tempo que perdeu vivendo um engano. Muitas pessoas só se dão conta disso diante de algum caos social, de saúde, financeiro ou em outros setores da vida humana. Conheço um amigo que é altamente apegado aos seus bens. Há algo de errado em quere ser bem-sucedido financeiramente? Claro que não! Mas não podemos permitir que as riquezas se tornem nosso senhor. Desse mundo nada levamos e devemos cultivar os valores espirituais dentro de nós. Cristo disse certa vez que devemos “juntar tesouro no Reino dos céus, onde a ferrugem nem a traça corroem”. Acho que você já deve ter ouvido falar nisso.
Veneramos formas, cores, raças, e conteúdos culturais. Na maioria das vezes não o fazemos conscientemente, pois é uma cultura imposta, já agregada à nossa genética. Por isso não conseguimos, muitas vezes, entender certos comportamentos nossos. Quando uma pessoa não possui o tipo de beleza que nos interessa, então sentimos imediatamente a repulsa. Da mesma forma acontece em relação à cor ou raça ou profissão ou tipo de arte produzida. A pessoa pode ser extraordinariamente espiritual, mas se não tiver as características exigidas, então sofrerá até conseguir seu respeito. Se conseguir.
Talvez seja por medo da reação social que evitamos mostrar quem realmente somos ou mesmo descobrir quem somos. Temos medo da rejeição de si e do outro. Como a sociedade cultua imagens exteriores, então apresentamos a ela nossos vastos personagens, adequados a cada situação. Da mesma forma ela a nós. Por isso que políticos, em época de campanha, beijam criancinhas, abraçam velhinhos e estão sempre voltados para as necessidades sociais do povo. Aquilo são eles? Não, meu amigo. Aquilo é um personagem montado para enganar o povo. Normalmente funciona. Quem é bom não precisa desses personagens. É bom o tempo todo. Porém sem as veneradas máscaras, os políticos não são eleitos. Muitas vezes somos pessoas ruins que apresentam personagens bons. Porém dentro existe um vazio de bondade. Por isso sempre digo que a bondade é um processo, muitas vezes lento. Você vai se transformando numa pessoa melhor e mais consciente de si a cada processo de vida que te acontece. O surgimento da bondade deve acontecer de dentro pra fora e não o contrário. Também somos capazes de sendo pessoas boas, mostrar, por algum motivo ou trauma, um personagem ruim.
 O problema é que, por desconhecimento de nosso interior, não reconhecemos que o personagem é apenas uma imagem. Quando percebemos a imagem personagem, então somos capazes de mudar a imagem. Mas um problema maior ocorre quando saímos de uma imagem falsa para outra imagem falsa. Isso acontece com frequência nos convertimentos sociais e religiosos. Já se perguntou a que você se converteu? Sua mudança acontece para si ou simplesmente para mostrar uma imagem positiva e/ou diferente. Fico com o dito bíblico “quem for sujo [decidiu ser assim], suje-se mais. Quem for limpo, limpe-se mais ainda”.
Meu caro amigo, você é quem precisa escolher o tipo de vida que quer e onde quer viver sua vida, dentro ou fora do corpo ou se gosta de ser venerador de imagens externas, superficiais, apenas. Se foi isso que escolheu, então continue assim. Mas se quer ir, além disso, então comece a pensar o mundo e a si mesmo a partir do todo [interno e externo] e se apegue primeiro aos princípios espirituais.

Abraço e que Deus nos abençoe, sempre!

MAGNO HOLANDA
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A ARMA MAIS PODEROSA DE UM CRISTÃO





Quando falamos em armas espirituais, aqueles instrumentos dados por Deus para vencermos nossos dilemas e desafios do dia a dia, lembramos logo da oração. Sim, e muitos pensam que ela, a oração falada ou pensada, seja a arma mais poderosa de uma pessoa espiritual. Não tenho certeza disso. Sei bem da importância da oração para nos conectarmos a Deus imanente e transcendente, onde reunimos forças para seguir adiante. Mas talvez não seja a sua oração [petição] a sua maior força. Há outro tipo de oração que funciona mais e comove Deus, principalmente quando ele olha para você, quase sem forças, tentando vencer seus obstáculos, na pura teimosia da fé. A sua fé prática e viva é sua real oração. Ela é capaz de mover montanhas e de fazer as coisas acontecerem. Na maioria das igrejas e religiões as pessoas vivem mendigando em meio a horas de oração e sacrifícios porque não entenderam que o processo de oração vai muito mais adiante do que um jogo de palavras, por vezes mentiroso, onde tentamos enganar Deus para que nos conceda nossos caprichos.
É esta fé, instrumento de Deus, unida às nossas capacidades que nos motivará a lutar por aquilo que sonhamos. Uma pessoa de oração e conectada a Deus não é aquela que vive horas de joelho, mas aquela que pratica sua fé e amor e que não se deixa abater pelas impossibilidades da vida, sempre querendo ir adiante e conseguir realizar sonhos.
Alguns acreditam que seja a oração. Eu penso diferente. Deus nos deu os poderes para vencer e ser feliz. Ou seja, antes de abrirmos a boca, Deus já nos deu a resposta através de nossas potencialidades. Precisamos mesmo é agir, lutar com fé, sempre agradecendo a Deus pelos poderes existentes em nós. Deus não nos chamou para viver abaixados, mas em pé, firme e sendo sabedor de que cada ação nossa é uma oração ao Divino ser.
As pessoas preguiçosas e indispostas vivem enchendo a paciência de Deus com tantas petições, como as fazem aos políticos. Pedem porque não querem sacrificar suas preguiças. Elas não querem mudar. Preferem ficar deitadas, enquanto Deus vai fazer as coisas no lugar delas. Preguiçosas! Sua ação é um gesto de fé e uma oração e também sua própria resposta. Conheci um colega que vivia pedindo um carro a Deus, mas não tinha coragem de trabalhar e nem mesmo de aprender a dirigir. Acho que nosso único pedido deve ser o auxílio para que a nossa fé permaneça firme. Claro que a oração tem seu poder, mas as petições pertencem, muito mais, ao mundo daqueles que não utilizam da fé prática, preferindo pedir a trabalhar, suar, sacrificar, sofrer, pelejar com atitudes e fé, sendo esta a verdadeira e sublime oração.
Faça suas orações, agradecimentos a Deus, mas junte a esse conjunto de palavras um punhado de ações. Faça a diferença nesse mundo ou mesmo em seu mundo. Mostre que é uma pessoa de oração sendo uma pessoa de ação.

 MAGNO HOLANDA  

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

! ...UM CORAÇÃO CHEIO!




Olá!, Meu caro amigo leitor!  Hoje trataremos sobre aquilo que está por trás de nossas ações ou comunicações, ou seja, sobre o que há em nosso coração. Desejo uma boa leitura e bons pensamentos ao amigo. Se gostar, por favor, comente ou compartilhe.
“A boca fala daquilo que está cheio o coração”, esse é um provérbio bíblico, mas também um dito popular. Quem é que nunca ouviu falar nele? Crescemos ouvindo em nosso dia a dia. Mas, vamos pensar um pouco, por favor! Será que falamos sempre daquilo que o coração está repleto? Será que não utilizamos do plano das expressões e das ações teatrais para camuflar o que há de fato dentro de nós ou mesmo para evitar que as pessoas descubram quem somos antes de nós mesmos?
Na verdade, o dito, na sua superficialidade, aponta para uma necessidade de ter o coração cheio de alguma coisa, nem que seja do vazio, para que assim, incontrolavelmente, expormos esse algo que há dentro. Isso é a velha metáfora do transbordamento. Nessa metáfora, o ser humano é comparado a um vaso que transborda daquilo que está dentro. Por exemplo, quanto mais você escutar a música de Raul Seixas mais cheio dele estará, quanto mais ler sobre Cristo, quanto mais imitá-lo no amor mais cheio dele estará. O contato contínuo tornará você cheio daquilo. É uma questão de relação em que o outro o afeta enchendo-o de si. Observe que as pessoas que amam a natureza ou têm contato com ela ou a contempla de alguma forma, lutam por ela. Observe os amigos, as tribos, os familiares. Todos eles se imitam, estão cheios um do outro.
Ainda na sua superficialidade, mas agora vou contrariar o dito, nega-se a necessidade de se estar cheio do que expressamos nas palavras, ações ou omissões. Pois somos capazes de camuflar o que há dentro de nós ou até mesmo a ausência de algo. É o Judas que traiu o Cristo! É mentir ou omitir algo para se beneficiar ou mesmo evitar alguma tragédia. Então, nem sempre expressamos o que há dentro de nós. Certo? Você teria coragem disso? Cuidado, pois a coisa pode feder. Muita gente perde emprego, namorada, entre outros, por causa de seu sincericídio.
Mas, na profundidade do provérbio, tenho que concordar com ele e jamais contrariá-lo, pois o dito está profundamente correto. Só falamos sobre o que há dentro de nós, seja no plano do conteúdo, do significado ou mesmo das intenções. Esse algo que está dentro é que impulsiona os movimentos e manifestações da vida e das palavras. Mesmo quando dizemos algo enganoso, ainda assim estamos falando sobre nós, sobre nossa alma e nossa consciência. Talvez não seja o conteúdo comunicado que esteja dentro de você, mas o significado e, mais profundamente, a intencionalidade, sendo esta, por vezes, inconsciente ao comunicador de si. Pois se numa comunicação temos a intenção de enganar, para o mal do outro, então nosso coração estará cheio de maldade e engano. Vemos isso constantemente nos discursos políticos em que mostram quem não são apenas para enganar a população. Não há bondade alguma dentro dos caras. Só querem manipular as pessoas. A maioria não suporta abraçar velhinhos ou filho de pobre, mas precisam fazer isso, pois eles têm a preocupação de manter uma imagem de que dentro deles são pessoas que amam o povo, quando na verdade não estão interessados no bem social. Você já utilizou dessa tática alguma vez? Olhe, cuidado com a resposta! Seja honesto e sincero consigo mesmo. Outro exemplo a ser citado é das pessoas que falam demais. Elas quase se engasgam com as palavras. Falta-lhes freio. Elas não estão comunicando o que sai de suas bocas, mas que estão densas de energias que impulsionam seus ditos. São pessoas que normalmente são inquietas em algum grau, angustiadas, depressivas ansiosas ou outras quaisquer. Você já deve ter se esbarrado com alguma pessoa assim na sua vizinhança.
Voltando ao assunto da comunicação de si, não fale abertamente e diretamente sobre si o tempo todo, mesmo que profundamente sempre o façamos. Evite tematizar apenas a tua vida. As pessoas querem ouvir você falando de outras coisas. Elas estão na expectativa de que haja algo diferente ali dentro de você, além de seu Ego. É chato quando encontramos alguém que só fala de si. Parece até que a vida gira em torno dele. Também insistir desvairadamente sobre um tema não é bacana e agradável. Amplie seu repertório, por favor! Sei que seu coração está inflamado com tal conteúdo, mas, poxa, contenha-se! Tente dar uma equilibrada nisso. Ser equilibrado na sua comunicação não significa que não esteja vivendo intensamente a chama acesa em teu peito, mas apenas que não está se tornando um fanático e dominado pela ideia. Por exemplo, podemos citar aquelas pessoas que querem nos converter a força, aqueles que querem que nossa vida seja como deles e nossos pensamentos sejam iguais aos deles. Há ainda aqueles que tentam nos vencer pelo cansaço ou chantagem emocional e, ainda outros que falam o tempo todo sobre mulher ou futebol ou política ou religião entre outros temas. Para de ser chato! Diversifique-se!
Para finalizar, deixo aqui um pequeno recado sobre sua intimidade. Lembre-se que nós transpiramos comunicação. Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, meu amigo, comunica, pois somos um pequeno exemplar do universo, assim como os demais seres. Tudo no universo comunica em alguma linguagem. Logo tudo é comunicação, ora compreensível, ora não, dependendo do endereçamento da mensagem e se o outro está apto para decodificar a mensagem. Então, em meio a suas comunicações, tenha muito cuidado com o que transmite, pois poderá, consciente ou não, estar causando algum dano a si ou mesmo a outra pessoa. Também poderá estar dando ferramentas a um inimigo. Vigie e policie-se! E, por fim, digo: encha-se de Deus para expressá-lo através das ações e expressões de amor.

Abraço e que Deus te abençoe sempre!

                               

sábado, 16 de janeiro de 2016

O VAZIO ENTRE DUAS PESSOAS






O ser humano busca muitas coisas na vida, sobretudo aquilo que satisfaça seu ego e que faça os olhos de seus seguidores saltarem de admiração. Queremos os aplausos o tempo todo. Queremos ser bem-sucedidos, o emprego dos sonhos, carros, muito dinheiro, prazeres, entre outras coisas, não é mesmo? Mas, certamente, o que mais ansiamos é o amor de um relacionamento bem sucedido. É ou não é? Temos aprendido historicamente que a felicidade está em encontrar uma pessoa que nos complete. Algum leitor já deve ter ouvido falar nisso. Conheço uma amiga que tentou se matar diversas vezes, porque seu namorado na época era tido como o grande amor da vida dela e que, sem ele, ela estaria sem sua outra metade. Isso é sadio, gente? Fala sério! Ele a traía com suas amigas. Depois de longas brigas e, enfim a separação, ela envolveu-se com outra pessoa que a trata de forma muito digna e honesta. Ela nem lembra que o outro existe. Mas ele não era a outra metade, o motivo de viver dela? Ela pensava isso, assim como muitas pessoas pensam e vivem assim, mas ele não era isso. Hoje, ela e Deus constituem sua felicidade. Sempre haverá divergências e vazios entre as duas pessoas, pois somos completos em si mesmos. Precisamos ser felizes em si e não no outro.
O que mais aconselho às pessoas é que jamais procurem outra pessoa para poderem ser felizes. Seja em você mesma! Não existe essa coisa de completar-se no outro. Você já é inteira! Só precisa entender isso. Nenhuma pessoa, por mais perfeita que seja, é capaz de completar o sentido da existência de outra. Elas podem apenas agregar ou não qualidade a nossa vida. Todos, já nascemos completos e sendo partes de um ser maior – Deus.
Mas por que nos sentimos sós e tão carentes? Esse vazio é um problema particular de cada ser humano. Ele só entenderá esse vazio em si quando se autoconhecer. Sim, apenas o autoconhecimento é capaz de esclarecer os vazios de todos nós, assim também aqueles existentes que não nos permitem emendar-se, mas unir-se na intenção e no amor. Jamais em querer que o outro seja tua outra banda. Assim como há coisas que nos separam, vazios, há aquelas que nos unem – o amor. Certo é que o autoconhecimento nos conduzirá a uma consciência universal e cósmica, em que entenderemos que, apesar de nossas individualidades, somos partes constitutivas do Todo maior e, ao mesmo tempo, somos constituídos por seres minúsculos que fazem parte de nosso ser.
Quer ser mais feliz num relacionamento?  Não coloque o outro como complemento de si.  Coloque-se como parte do universo e seja feliz em si mesma. Isso não é egoísmo. A sua felicidade certamente contagiará a relação. Não se complete no outro, mas no Deus interior.
Algumas pessoas vivem a experiência da “solidão acompanhada”. Já ouviu falar nisso? Talvez haja alguém perto de sua casa que é casada, mas que se sente só e triste, mesmo tendo um companheiro há anos. Essa pessoa nunca será feliz, enquanto achar que a felicidade está no parceiro ou em algum lugar fora de si. Nesse tipo de pessoa, o processo de vazio, distância espiritual entre os cônjuges, é muito maior.
Outro caso é daquelas pessoas que se isolam totalmente, de pessoas ou mesmo de relacionamentos. Isso é sadio, meu amigo?  Isso é bom para seu desenvolvimento espiritual e sua auto-realização? Responda, por favor. Pense um pouco comigo, meu amigo. Isolar-se não vai solucionar tal problema. O melhor caminho, como disse, é tornar-se um, assim como Cristo disse: “Eu e o pai somos um”. Isolar-se vai apenas ampliar sua solidão, agora vivida de forma forte e avassaladora, dentro e fora de si. A angústia dessas pessoas é profunda, de sorte que elas desenvolvem até depressões, sensibilidade demasiada ou se tornam duras [insensíveis], por fora. Quando estas pessoas se tornam duras por dentro também, então se tornam zumbis, mortos vivos. Elas não sentem o pulsar da vida. Tornaram-se um com o vazio. Isso normalmente é atitude de pessoas fracas e medrosas, que não se impõem diante dos desafios da vida.
Ainda há casos das pessoas que buscam realizar-se ou encontrar-se nas pessoas que são totalmente diferentes de si. Isso é um perigo! Quanto mais diferente for o outro, maior será o vazio entre ambos, nesses casos apenas um profundo amor para mantê-los unidos. Só o amor é capaz de ligar pessoas tão distantes. Não, meu amigo, faça um favor a si e não caia nessa história de que os opostos se atraem. De fato pode até se atrair, mas, quase sempre, para um relacionamento infeliz, em que um quer ir para a direita e o outro para a esquerda. Tenho um amigo, que era apaixonadíssimo por sua então namorada, mas ambos eram totalmente diferentes. Havia um imenso vazio entre eles, apesar de se amarem. Até hoje, segundo ele, se amam nos olhares, sem se tocarem. Não se querem mais. A bíblia nos pergunta: “andarão dois juntos se não concordarem?”.
Uma das maneiras de evitar o sofrimento proporcionado por este vazio entre as pessoas é dar chance para seu coração amar alguém que seja mais próxima daquilo que você é, evitando, assim, brigas, discordâncias e sofrimentos desnecessários. É triste ver pessoas diferentes tentando transformar à força o outro naquilo que elas são.  Diga, meu amigo, não seria mais fácil e menos angustiante se envolver com alguém igual do que se envolver com alguém diferente e tentar torná-la igual? Veja bem, caro leitor, ainda acrescento aqui que essas pessoas “transformadas” no que o outro quer quase sempre sofrem mudanças externas, apenas para agradar seu parceiro, mas ficando com um vazio, que os distancia, corroendo dentro de si, pois foram de certo modo escravizados. Sim, é assim que essas pessoas se sentem. Elas foram tornadas infelizes no seu relacionamento para fazer o outro feliz. Há uma certa grandeza nisso, mas não é o caminho mais interessante, pois num relacionamento interessa que ambos sejam felizes. Isso sim diminui o espaço existente entre ambos. Qualquer transformação só é bem sucedida quando ocorre na mente, num processo de autoconsciência. Quando não acontece assim, meu amigo, tenha certeza de que a pessoa não consegue permanecer daquela forma por muito tempo e, termina voltando a ser como antes ou talvez bem pior.
Enfim, para terminar esse texto, quero dizer que as pessoas que diminuem essas diferenças são aquelas que são mais próximas do que você é e aquelas que somam qualidade a sua vida. Essa harmonia é tão forte que mal percebemos que são dois corpos que se unem. Quase imperceptível. Mas lembrando que sempre haverá essa divisória, pois relacionamento totalmente perfeito é utópico. A vida é constituída de momentos difíceis e bons, harmônicos e caóticos. Faça que os momentos de harmonia e prazer prevaleçam em seu relacionamento, tomando atitudes inteligentes e fazendo boas escolhas, principalmente, na hora de escolher seu parceiro.

 Abraço do Prof MAGNO HOLANDA


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

POR QUE DUVIDAR...?





Vivemos em meio a uma sociedade das razões e das verdades absolutas, em que o bêbado ali da esquina, o padre, o pastor e o cientista pregam que suas verdades são absolutas. Eles pregam uma fé utópica. Em todas as partes você se esbarra com pessoas que brigam e matam, se necessário, por uma pseudoverdade, pois não admitem, em hipótese alguma, que estejam errados. Talvez não estejam mesmo, mas a forma como encaram e transmitem suas verdades é que está errada e nada bacana. Conheci um rapaz, católico de uma cidade aqui perto que era altamente dogmático e, quase, diabólico na exposição e suas convicções. Deu-me nojo. Já o padre Fábio de Melo é um elegantíssimo pensador.
Tenho que duvidar sempre, pois a dúvida é a  continuidade da vida. Essa é minha experiência de vida. Duvidar até de mim mesmo. Não sou de discutir com as pessoas, mas gosto de perguntá-las e também quando as pessoas pensam livremente os meus ditos. Eu penso que quando já tenho todas as respostas, então se acabaram os meus dias, já não há o que buscar, pois estou totalmente perdido. Nesse universo tão misterioso e irrespondível, não dá para ser senhor da verdade. Mal sabemos a nosso respeito e queremos definir as demais coisas e a própria vida.
A dúvida é a melhor definição para o sentido da existência, porque enquanto tenho dúvida, tenho por que viver. Preciso viver dentro da religião buscando o conhecimento de Deus. Ninguém o sabe completamente. Só os fanáticos e doentes espirituais entendem que Deus cabe dentro de suas ideias e ponto. A cada dia que se passa preciso entender meu parceiro, minha parceira, meus filhos, meus amigos, a vida e a mim mesmo, tendo ciência de que quando descubro alguém, talvez aquela pessoa já seja diferente e já siga outros rumos da vida. Mesmo que eu encontre muitas respostas, ainda assim preciso entender que cada resposta deve gerar em mim outras mil perguntas que me motivem a continuar desejando a vida. Tenho que olhar pra cada lado, acontecimento [externo ou interno], coisa, experiência e pessoa e me encher de perguntas a respeito de tudo. Falando a respeito, por exemplo, de Deus, chegamos a uma simples [ainda questionável] definição: Deus não é uma questão apenas. Ele é também a resposta, mas não a resposta final, É a resposta geradora de outras tantas questões. Ninguém que diz conhecer Deus é salvo, pois para conhecê-lo é preciso desconhecê-lo. Sabendo que Deus é o mistério infinito, então quem se encontra perdido, está salvo e quem se acha, está perdido. Deus é harmonia e clareza, mas também é confusão, escuridão e mistério. O conceito que criamos de Deus é mero reflexo do divino ser.   Não é Deus. É apenas uma possível imagem dele.
Então preciso seguir adiante com a união da fé e da razão, de meus pensamentos, sempre com o coração aberto às possíveis verdades que Deus me revela através ora da religião, ora de uma situação, ora da ciência, ora de um pensador simples da sociedade. Pense sempre!

Abraço e que Deus nos abençoe sempre!




domingo, 3 de janeiro de 2016

QUEM TE DEU O DIREITO DE SER QUEM SOU?




QUEM TE DEU O DIREITO DE SER QUEM SOU?

O ser humano em meio a suas inquietações quer encontra o significado da [ou de sua] vida e não aceita explicações vagas e simplistas ou mesmo que contrariem àquilo que lhe interessa. Mas para descontento humano, a vida, apesar de encantadora e monstruosa, segundo nossos conceitos e sensibilidades, em qualquer forma de manifestação, simplesmente é. Sem significação alguma! Precisamos aplicar-lhe significados através de nossos conceitos. Foi assim que Deus se apresentou para Moisés “Eu sou o que sou”. A racionalidade humana atribui significados às pessoas, às coisas e aos acontecimentos. Isso á válido, mas para alguns, isso não os preenchem e querem algo mais profundo para agradar seu ego. O Narcisismo humano não aceita isso, pois entende que, independente dos conceitos humanos, é especial e importante ser do universo. Queremos descobrir essa importância e significação dadas pelo universo ou por Deus, segundo nossas crenças egóicas.
Acho que, talvez, não estejamos interessados em saber quem somos, mas em saber o que somos capazes de ser e, mesmo ficticiamente, descobrir-se e compreender-se como ser privilegiado em meio aos outros. Esses fenômenos acontecem em todo e qualquer lugar social.  No meio político, tenta-se ser mais esperto e elevado que os outros, mesmo que sejam necessários meios ilícitos, dentro da convenção social. No meio religioso, vemos diversas pessoas lutando por cargos e destaques. Totalmente dominados pelo ego. Até mesmo os discípulos de Cristo caíram nessa armadilha do ego: “quem será o maior no reino dos céus?”. Cristo respondeu: “aquele que for o menor”. Isso retira a vaidade de nosso ser? Claro que não. Ela está em toda forma de ser. Não há como fugir da vaidade, mas podemos evitar a dominação de nosso ego.
 Todos, devemos, sim, aplicar algum significado a nossa existência e tentar compreender-se o mais profundo possível. Mas não podemos cair na malha do narcisismo de nosso ego. Podemos construir uma vida significativa e desenvolver as habilidades e poderes existentes me nós, sem jamais pensar que temos de ser, necessariamente, especiais ou diferenciados.
Nessa busca desenfreada por ser diferente e especial dentro uma massa popular, queremos, às vezes, aplicar uma significação que, talvez, não exista. Somos capazes, talvez ingenuamente, de nos transformarmos em outra pessoa largando a si mesmos e suas outras possibilidades de ser no tempo. Algumas destas formas assumidas são sadias, outras, no entanto não fazem bem ao seu praticante e não promovem orgulho e satisfação à sua alma. Mas é bom sempre lembrar que não dá para todos brilharem com intensa luz ou mesmo com luz própria, apesar de capazes em algum lugar de si, ou ainda é necessário compreender os diversos aspectos da dominação de uns sobre os outros. O apóstolo Paulo falou que uns brilham como o sol, outros como a lua e outros como as estrelas.
Há algumas experiências que são pura experimentação da loucura ou mesmo da demência de esquercer-se totalmente de si para viver uma ficção.
Uns tornam-se fiés seguidores de um mestre, cantor, palestrante, líder, entre outros, de forma tão intensa que olhar para ele é ver, de certa forma, seu ídolo. A pessoa bebe tanto daquela fonte que venera que se assemelha a ela e começa agir e pensar de modo igual. Quem nunca viu a semelhança de duas pessoas que andam costumeiramente juntas? Elas começam a se imitarem, até mesmo inconscientemente. Temos essa tendência de quanto mais perto mais somos contagiados por aquela forma de ser. Quanto mais você se aproxima de uma pessoa má, pior ficará, salvo alguns casos. Quanto mais se ler livros de um ator mais se começa a pensar como ele. Estará cheio dele. Quanto mais amar mais revelará Deus. Somos imitadores! Isso é natural, mas não podemos assumir formas que descaracterizem o nosso ser e nos impeçam de viver a nossa própria vida. Paulo disse: “sede meus imitadores como sou de Cristo”. Ou seja, estejam sempre perto de mim, de minhas ações e crenças que estarão de certo modo perto de Cristo.
 Continuando nesse tema da imitação de outro ser, há pessoas que largam extremamente tudo o que são para viverem uma imagem projetada pelo ídolo. Nesse narcisismo “desgraçado” e na angústia de não ser o que desejaria ser, tenta-se pegar carona no sucesso dos outros. Um quer ser Michael Jackson, outro o Pelé, outro o Elvis e ainda os que querem ser o próprio Cristo [coisa que o Cristo não autorizou, pois este apenas quis que as pessoas fossem seus seguidores, jamais assumir seu lugar na forma de ser, respeitando o ser individual de cara um].  Alguns são tão ridículos que chegam a se caricaturar. Sabe o que é uma caricatura? É uma imagem exagerada de outro ser. Tipo a pessoa que quer imitar outra e o faz de forma ridícula e exagerada. Por exemplo, pessoas que vivem como se fosse o boneco Ken, a Barbie, os travestis que querem imitar as mulheres, fazendo uma voz de pato e com roupas extravagantes [lembrando que não há aqui nenhum preconceito], entre outros. Quem te deu o direito de ser quem o outro é? Não seja uma pessoa oca de si e preenchida por outros espíritos. Não escolha viver uma personagem. Seja você mesma. Não se abandone para viver uma imitação. Não construa essa significação para sua vida. Você possui dons e vocações capazes de te fazer importante e feliz consigo mesma.
Deus abençoe a todos!


 MAGNO HOLANDA

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

UM CANTINHO NO SÓTÃO: Não se esconda da vida!




Por MAGNO HOLANDA



     Olá, pessoal! Hoje falaremos sobre o lugar que escolhemos estar e sobre o bem e o mal que aquele lugar nos proporciona. Quando me refiro a “lugar”, estou tratando de lugar espiritual, mas que em alguma situação pode tratar-se de lugar físico, que em algumas situações é uma metáfora, representação do estado espiritual e vice-versa. 
    
    Começo aqui meu texto com a pergunta do Divino Ser a Adão: “Onde estais, Adão?”. Adão estava escondido atrás de uma moita de mato. Adão não estava no lugar que Deus queria. Deus não o chamou ou o fez vir à existência para estar escondido. entende isso? Deus o chamou para correr livremente sobre o jardim do Éden. Entendeu, meu amigo? As escolhas dele o levaram até aquele lugar. Certamente não era o melhor lugar para ele estar. Lá fora existia uma vida melhor e mais encantadora para se viver. Talvez, você, meu amigo, esteja vivendo uma experiência bem assim, escondendo-se até de si mesmo e sofrendo isolado na escuridão de teu eu, no interior de teu ser. Deus, como representação do bem e da força, está interessado em saber onde você está. “onde estais?”.

     Entre tantos lugares incríveis que dariam um ótimo texto, preferi pegar a metáfora do sótão. Sim, porque ele fala da intimidade oculta do inconsciente de cada um de nós e, é revelador de nossos medos e sentimentos de fracasso. O sótão fala de muitas coisas como a escuridão espiritual, a solidão, o sofrimento, o medo, os traumas da alma, o conformismo, a ilusão, entre outros. As pessoas que escolhem viver nesse lugar espiritual, nesse espaço escuro de sua mente, vivem em cegueira espiritual, em tormenta interior, sem entender bem as coisas que lhes acontecem, de forma que, por vezes, enganam-se, achando-se por cima, quando na verdade não passam de covardes diante dos problemas da vida. Em algumas situações, é o tipo de gente soberba, mas que dentro de si mesma é pequena, agressiva, mas que comete suas agressividades por medo. Essas pessoas que vivem tal experiência não conseguem ver que seu real problema não está fora, mas dentro de si, onde devem travar suas maiores batalhas.


    O comportamento dessas pessoas gera, muitas vezes, sofrimento nos outros e em si mesmas. Elas espalham a escuridão interior. Quem não luta contra essas tormentas, vive em sofrimento e, por mais que sorria e/ou faça alguém sorrir, apenas está se colocando no lugar do palhaço que faz os outros rirem, enquanto chora por dentro. Muitas vezes, seus comportamentos agressivos, demasiadamente tímidos, terminam causando repulsa nas pessoas, pois não se sentem bem ao seu lado. Ele torna-se cada vez mais só no sótão de sua vida.

    Há uma saída para estas pessoas. Há outros lugares onde há ar livre e um sol brilhante para que esta pessoa desfrute de uma vida bem melhor que aquela do escuro sótão. Mas boa parte dessas pessoas resiste a essa nova proposta de vida, estando acomodadas com a vida que levam, achando até certo conforto no sofrimento, na prisão em que vivem. Masoquistas! Alguns alegam motivos enganosos e absurdos para permanecerem naquele mesmo lugar. Como diria Salomão em seus provérbios: “diz o medroso em seu coração: não sairei de casa, pois lá fora há um leão”. Ninguém falou que a vida seria fácil. O fato de a vida ter suas batalhas não deve ser tomado por desculpa para viver uma vida de sofrimento e desgraçada. Deus deu-lhes a capacidade de enfrentar seus males. Lembro-me que Cristo disse uma certa vez aos seus discípulos que não trouxe paz a esse mundo, mas espada. Cristo falava da guerra interior de cada um de nós. Ele tem oferecido instrumentos para as pessoas saírem dessa situação.

     Há casos em que a pessoa não conhece a situação ou outro lugar, nunca saiu do sótão, mas, mesmo assim, ousa dizer que não presta, formulando uma ideia negativa a respeito desse outro lugar. Claro! O medo do novo é natural, mas a pessoa não pode alegar que o outro lugar é pior que a escuridão gélida do sótão sem que tenha estado lá. Só poderemos ter uma vida melhor se tentarmos viver de forma melhor. Mesmo que haja fracassos nas suas tentativas, ainda assim deve-se orgulhar, por ter buscado um espaço feliz. Sua alma estará certamente orgulhosa de si.

   Há sempre outros lugares melhores, mais iluminados, a serem frequentados por nossa alma. Deixe que o Espírito Divino te guie às águas tranquilas, aos oásis da vida, procure pessoas boas e maduras ou mesmo ajuda de profissionais competentes que possam ajudá-la a sair desse lugar fúnebre. Cristo te chama para vida, assim como fez com Lázaro!


Abraço do Prof. Magno Holanda!


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O ANO SÓ SERÁ NOVO SE HOUVER ALGO DE NOVO EM VOCÊ!




Um novo ano vai começar, mas as crises não ficarão no velho? Elas nos perseguirão ano a ano. Essa sim é companheira fiel. Continuaremos com muita pobreza, fome, descaso na saúde, muitos crimes, roubos etc. e gastando bilhões do dinheiro público para construir obras superfaturadas, politicagens e muita corrupção. Mas como disse o Cristo: ”O amor esfriará”.  Temos a capacidade de fazer diferente a coisa, mas parece-me que não estamos interessados, embora digamos o contrário o tempo todo. Pagamos nossos impostos para sermos bem trados e governados e não para sermos descaradamente roubados. O pior é que entra e sai ano e nada fazemos para mudar essa estrutura caótica de nossa política e vida social. O que queremos de fato?
O ano novo é apenas uma metáfora que desperta esperança até mesmo no mais moribundo. Sonhamos com coisas simples, tipo uma educação melhor, um pão de cada dia, políticos que não roubem, diminuição da pobreza e das doenças etc.
O ano será novo, mas os problemas ainda estarão aí. A metáfora do ano novo precisa acontecer dentro de cada pessoa e depois jorrar em direção ao seu exterior. Não pense que essa mudança vai cair do céu. Sabe por que muitos brasileiros não protestam contra os políticos? Porque se estivessem lá fariam a mesma coisa... e a coisa vai continuar do jeito que está...
Nem mesmo a teoria da encarnação e evolução dos espíritos consegue mudar este mundo. Parece que os espíritos estão sendo presos num Carandiru, pois “voltam” pior do que foram. A coisa está tão séria que até as mulheres estão assaltando com e sem armas: As belas bundas estão cada vez mais caras.
Veja o caso dos bispos da igreja Renascer que roubaram e ainda estão ai pregando livremente... O Brasil continua o mesmo. Tente um pobre roubar um caixa de margarina.                                              O que há de novo?
Os políticos roubaram e foram apenas condenados a prisão semiaberta e ainda recebem seus salários. Os ladrões continuam no governo. Onde está a novidade?
Cada grupo estará pensando mais do que antes em seu próprio rabo. E o povo? Comporta-se como cachorrinhos. Se somos mais do que isso, não parece. Temos a capacidade de ser grande, mas isso não é suficiente. É preciso ser grande dentro de si e expulsar esse espírito vira-lata.  Os casamentos estão mais velozes do que nunca. Diante do altar “sim e adeus”. As relações mais abertas, políticos sem medo de serem filmados, pois agora aumenta seu status, os chineses sem democracia sendo a maior potência do mundo, o desmatamento da floresta amazônica... e o mundo continua o mesmo. Em que mudamos?
O mundo continua velho... e você também. Já que não muda o mundo, tente mudar pelo menos a tua própria forma de existir...  e torne-se melhor! Torne o mundo de alguém melhor!

Abraço a todos. Magno Holanda

sábado, 12 de dezembro de 2015

O AMOR É UMA QUESTÃO DE FÉ!




Olá, meus amigos e amigas! Hoje tentaremos discutir a respeito da dúvida do amor dentro das relações. Talvez seja um tema muito polêmico, porém, aqui não poderemos nos detalhar muito, pois se trata de um post apenas. Talvez em outro momento possamos nos aprofundar mais através de outro canal.
O mundo está muito confuso em matéria de amor. Uns alegam amar quando apenas estão acostumados com o outro, outros quando têm apenas tesão ou paixão, outros amam sem saber o que é o amor e assim por diante. Algumas pessoas vivem a vida toda ao lado de alguém sem saber se o ama ou mesmo se é amada por este.
Costumo dizer a respeito do amor que é uma confissão de fé. Sim, o amor é uma questão e fé. E precisamos confessá-lo para nós mesmos e para o outro, se possível for. O amor é algo abstrato. Não podemos tocá-lo, pois se trata de uma energia, mas podemos ser tocado por ele. Podemos também encarná-lo ou mesmo materializá-lo em mil situações do dia a dia. Se você ama, então precisa verbalizá-lo ou comunicá-lo de alguma forma. Ficar com ele para si pode ser interessante para algumas pessoas, mas para a maioria é apenas uma situação causadora de sofrimento. Amar sem que o outro saiba, porque você nunca disse, é doloroso e maltratante. É preciso tornar o amor mais palpável para que o outro tenha mais convicção daquilo que você sente e passe a creditar cada vez mais no que você sente. Essas ações, expressas num olhar brilhante, encantado, nas palavras, nas flores, no toque, na preocupação, são fundamentos em que o outro e você mesmo apoiam a fé no que se sente ou que se diz sentir.
Claro que em algumas situações que nos são apresentadas pela vida, percebemos que as manifestações de amor são enganosas. Sim, as ações que se dizem de amor, mas que são de puro interesse. Então é preciso ter muito cuidado com isso. Vemos diversos casos em que uma das partes sai perdendo financeiramente e emocionalmente. Duas vezes desgastado, pois além de se sentir idiota, enganado, perde um “amor”. Além disso, a frustração mental de não ter sido capaz de conquistar aquela pessoa. Jogadores de futebol vivem se iludindo. Pessoas de origem pobre que largaram suas companheiras, trocando-as pelas Marias-chuteiras e acreditam que são amados. Isso sim é ser homem de fé. Pena que esse fenômeno da mulher bonita que se apaixona pelo homem feio não acontece entre os pobres.  O sapo tem que ser um príncipe. Quantas vezes se viu um homem pobre ao lado de uma mega-atração sexual e ela declarando amor a este? Para isso é preciso de uma fé além do sobrenatural e um bocadinho de dinheiro também. Rs!
Como saber se amo alguém? Essa é a dúvida mais frequente das pessoas. Na maioria dos casos, as pessoas estão envolvidas com outra pessoa por causa de um filho, do costume, do financeiro entre outros. Você ama quando você sente admiração e encanto pelo outro..., quando você se sente bem ao lado daquela pessoa, quando deseja sempre o seu bem e cuida do outro como de si mesmo. Se você não se sente bem ao lado da pessoa, não se encanta com ela, não a admira, nem tem vontade de cuidar dela, então, saia dessa relação, pois ela pode ser qualquer coisa, menos amor. A vida é curta e é preciso amar... se encantar! Você só terá certeza de amar se viver essas experiências que falei.
Como saber se sou amado? Só há uma maneira: pela fé. Não há como você saber, pois isso é uma coisa que, por vezes, nem mesmo o outro sabe. Então é preciso acreditar no que ela diz e/ou manifesta através das mais diversas formas de comunicação ou expressão de amor. Mas sua fé precisa ser apoiada em alguns indícios. Se você é maltratado e desrespeitado, então como vai acreditar no amor do outro? É preciso que você sinta o cuidado e a admiração do outro. É preciso perceber o encanto no olhar..., a energia no toque dos dedos.
 Saber quem é o ouro ajuda bastante, pois o amor e sua intensidade e/ou honestidade depende da evolução espiritual do outro. Se a outra pessoa tiver uma moral distorcida e uma espiritualidade escura, então isso sempre irá atrapalhar a tua fé no amor dela. Mas sendo uma pessoa equilibrada, então tudo fica bem mais fácil.
Mas independente das dificuldade de se acreditar no amor, diante de uma sociedade caótica, desonesta a pouco amorosa, é preciso crer no amor. Viva pela fé no amor dos que amam! Não existe amor sem fé!

 Abraço de amor do Prof. Magno Holanda!